Sou preocupadíssima com o que vocês pensam sobre o blog, se as postagens estão agradando e uma série de coisas. Pensando nisso, decidi fazer uma pesquisa de opinião para saber o que está se passando na cabeça de vocês acerca do blog. Conto muito com a colaboração de todas e todos para saber se estou no caminho certo ou não.
Quem quiser ajudar, basta responder o formulário abaixo:
Apesar de estar sem cartão, recentemente tive a sorte de conseguir comprar alguns itens na Iam Natural Store, que fica na Austrália. Para quem se lembra, a Rossana era proprietária da loja Iam Natural Shop aqui no Brasil, mas ela fechou a loja e foi embora para a Austrália, mantendo somente a loja de lá. A Iam Natural Store vende cosméticos e maquiagens com essa pegada mais orgânica/natural, para quem não conhece.
De tempos em tempos a Rossana vem para o Brasil e na sua última vinda, comprei três itens e pedi para que ela trouxesse para mim da Austrália e me enviasse pelos correios daqui. Os três itens foram a base Satin Matte Foundation da Alima Pure na cor Neutral 2 (Birch), a sombra Satin Matte Eyeshadow na cor Raven também da Alima e meu segundo frasco do perfume Parvati (fico sem comida, água e luz, mas não fico sem Parvati).
Por enquanto a Rô ainda está vendo se ela poderia fazer o mesmo para as leitoras do Lookaholic que quisessem comprar da mesma forma (em dinheiro, via depósito em conta e entrega aqui no Brasil quando ela vier para cá, assim como eu fiz). Assim que eu tiver notícias eu aviso!
A Alima Pure é uma marca de maquiagem verdadeiramente mineral: sem bismuto (que causa alergia em algumas pessoas), nada além de minerais nas composições. Já o Parvati (que teve uma mudança no desenho da embalagem) é da The Goddess Line, uma marca que, dentre outros produtos, trabalha com perfumes veganos, sem químicas nocivas, apenas óleos vegetais, essenciais e especiarias em alguns casos.
Eu ainda estou testando as maquiagens (o Parvati já falei aqui), mas o que posso falar da base mineral é que acertei em cheio na cor: sou bem branca (mesmo), com certa palidez e, apesar de ter um leve toque amarelado, bem leve, minha pele pode ser considerada neutra (sem puxar relevantemente para o rosado ou amarelado).
Como referência, algumas cores de base que usava:
Cor NC 15 da MAC (a Studio Fix Fluid fica ligeiramente mais escura que meu tom e bem mais amarelada que o meu subtom)
Cor Buff da base ColorStay Oily/Combination da Revlon (exatamente do meu tom e subtom de pele),
Cor Bege Nude da Base Líquida Alta Definição Make B. do O Boticário (fica 1 tom mais escura que minha pele e bem mais rosada que o meu subtom)
Cor Porcelain Ivory da base Dream Mousse da Maybelline (exatamente do meu tom, puxando sutilmente para o rosado, mas nada relevante)
Cor Porcelain Ivory da base Dream Liquid Mousse da Maybelline (meio tom mais escura que minha pele e um pouco mais rosada que meu subtom)
Cor 10 da base Extra Leve FPS 8 Natura Aquarela (exatamente do meu tom e subtom)
Obs.: tom de pele é se sua pele é clara, bem clara, morena, negra, etc. Subtom é se a pele tende para o amarelo, para o rosado, ou se é neutra, ou seja, não tende para nenhum dos dois (ou se tende, é quase imperceptível).
Eu ainda vou resenhar tudo com calma, com fotos e tudo que tem direito, mas de antemão já digo que se você quer alta cobertura, a base da Alima não é a melhor opção. Usando um pincel denso, firme e com as cerdas secas consigo cobertura leve, bem leve. Usando esse mesmo pincel com as cerdas úmidas, consigo uma cobertura quase média (cobre pequenas manchinhas, vermelhidões sutis, espinhas pequenas). Para usar no dia a dia tenho gostado muito!
Há algum tempo vi uma receita no Vista-se que achei muito bacana, só que ainda não consegui testar (não achei um dos ingredientes aqui na cidade, o ágar-ágar). Mesmo assim, ela tem sido veiculada em vários blogs de receitas veganas/vegetarianas, e o pessoal têm elogiado, então me parece que funciona e é boa mesmo!
Ingredientes
1 tofu (500g)
1 limão (suco de um limão)
1 dente de alho (não coloque caso pretenda comer o queijo com algo doce)
1 colher (sopa) de polvilho doce
1 colher (sopa) de polvilho azedo
2 colheres (sopa) de ágar-ágar em pó
2 colheres (chá) de sal
½ xícara de óleo vegetal (soja, girassol, canola, azeite ou outro)
½ xícara de água
1 colher (chá) de levedo nutricional (Yeast Powder) (vende no iherb – veja aqui como comprar nesse site)ou levedo de cerveja (opcional)
Modo de preparo
Em um liquidificador, coloque todos os ingredientes, exceto a ágar-ágar e a água. Comece colocando os líquidos, para que o liquidificador consiga trabalhar melhor. Bata tudo até que fique com textura de maionese. Talvez seja necessário ajudar com uma colher em alguns momentos.
Dissolva bem as 2 colheres de sopa de ágar-ágar em 1/2 xícara de água fria e coloque em uma panela antiaderente. Ligue o fogo e mexa até que levante fervura. Leve esta mistura fervendo imediatamente para o creme que saiu do liquidificador e vá adicionando aos poucos. Neste momento, é importante mexer bastante e ir derramando a água com ágar-ágar aos poucos. Misture tudo muito bem até que esteja homogêneo.
Leve à geladeira. Em menos de uma hora seu queijo vegano está pronto para ser cortado.
Rendimento: Aproximadamente 1 kg. Preço da receita: Aproximadamente R$ 8,00.
Tempo de preparo: 15 minutos.
Tempo de geladeira: 1 hora ou menos.
Caso você não tenha nenhum ingrediente para fazer, tem uma receita mais fácil de ‘catupiry’ vegetal, veja (a receita escrita está na descrição do vídeo no Youtube!:
Considerado um dos óleos mais produtivos do mundo e com grande importância econômica, o óleo de palma (também conhecido como óleo de dendê) tem diversos usos: alimentação (chocolates, biscoitos, margarinas, sorvetes, dentre outros), cosméticos (sabonetes, detergentes) e até biodiesel.
É rico em antioxidantes – que combatem os radicais livres, ligados ao envelhecimento e até doenças como o câncer -, além de conter vitamina K, vitamina A, vitamina E. Quando ingerido, atua na nutrição do organismo (devido às vitaminas) e, segundo pesquisas, pode combater o mau colesterol (LDL), prevenindo doenças como infarto, AVC, dentre outras.
Seu uso cosmético se dá por conta da hidratação que ele confere e atualmente tem sido apontado como um poderoso ativo anti-idade. Isso pode ser explicado pela presença do tocotrienol, possivelmente mais eficaz no combate ao envelhecimento do que o tocoferol (vitamina E natural), de acordo com estudos.
Óleo de palma e seu impacto no meio ambiente
A flora e a fauna da região do arquipélago Indo-malaio – que inclui as ilhas de Bornéu e Sumatra – estão em grave perigo devido à expansão da indústria florestal e do tráfico internacional de animais. Entre as atividades comerciais mais predatórias da região estão a extração de borracha, óleo de palma e celulose, além do corte ilegal de madeira (Fonte: Superinteressante)
No Brasil, o plantio é de destaque para os estados do Pará, Amapá e Bahia. No entanto, os maiores produtores mundiais do óleo de palma são a Malásia e a Indonésia, e é aqui que a polêmica começa: nestes países, as áreas de floresta usadas para o plantio do óleo são os habitats remanescentes de animais ameaçados, como o tigre da Sumatra, o rinoceronte asiático e o orangotango. Por aqui, acho que já está claro que o cultivo do óleo também pode ameaçar a floresta amazônica, sua biodiversidade e a moradia de comunidades indígenas.
De maneira ácida e bem trágica, o Greenpeace satiriza a contribuição da Nestlé para a destruição do habitat dos orangotangos na Indonésia.
Empresas como a Unilever, Nestlé (falei delas outro dia, lembram?), Kraft Foods e Procter & Gamble já foram duramente criticadas por adquirir óleo de palma de produtores ligados ao desmatamento (Sinar Mas, por exemplo). Um vídeo do Greenpeace zomba acidamente da Kit Kat (pertencente à Nestlé) ao mostrar um homem comendo um dedo de orangotango no lugar do chocolate. Veja:
O que está sendo feito em relação ao problema
Já há alguns anos, organizações como o Greenpeace têm pressionado as grandes corporações para que não comprem de fornecedores vinculados ao desmatamento. A Unilever decidiu cumprir a exigência e rompeu com produtores ligados à prática, bem como a Nestlé, mas vale destacar que as fontes de óleo de palma de ambas ainda não são 100% sustentáveis (logo, elas ainda contribuem para o desmatamento). Além disso, acho interessante mencionar que Nestlé e Unilever estão ligadas a testes em animais e trabalho escravo infantil nas plantações de cacau da África, no caso da Nestlé.
No Brasil, foi criado em 2010 o Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma, que tem como diretrizes a preservação de vegetação nativa, produção integrada à agricultura familiar e ênfase em áreas já degradadas da Amazônia Legal, ou seja, apenas regiões que sofreram ação humana serão aptas ao plantio. No entanto, apesar de ser um passo importante, o Greenpeace aponta que a medida pode gerar desmatamento indireto.
Faça a sua parte
Empresas alimentícias nacionais como a Native e Jasmine já utilizam óleo de palma de fontes sustentáveis, mostrando comprometimento com as preocupações do consumidor e responsabilidade ambiental. Também não fazem testes em animais, valorizam o pequeno agricultor, não usam transgênicos, dentre outros diferencial incríveis.
Além disso, há o selo RSPO (Roundtable on Sustainable Palm Oil) (veja aqui o selo), que garante que aquele óleo de palma (ou qualquer ingrediente derivado dela) é de fonte sustentável. No Brasil, empresas como a Agropalma e Energy Palma são certificadas para usá-lo, portanto atendem à preocupação ambiental.
De um modo geral, optar por marcas que obtêm insumos de palma provenientes de fontes sustentáveis, sempre que possível certificadas pelo selo RSPO, é uma forma de contribuir para o meio ambiente. Paralelamente, é imprescindível boicotar empresas que estejam colaborando com o desmatamento por conta da palma.
Alternativas ao óleo de palma
O óleo de alga pode ser uma alternativa promissora para a extração do óleo de palma
Atualmente, o óleo de algas microscópicas vem surgindo como uma alternativa menos predatória ao óleo de palma: possuem boa produtividade (algumas algas são 100 vezes mais produtivas que a soja, por exemplo) e são relativamente menos vulneráveis às mudanças climáticas. A aposta mais otimista está no seu uso para a produção de biodiesel, por exemplo, embora ainda esbarre em alguns problemas como dificuldade de produção em larga escala.
Em relação ao uso cosmético, o óleo de semente de uva tem excelentes propriedades anti-idade, assim como o óleo de palma. Para a saponificação (processo de obtenção de sabonetes e simulares), o óleo de coco e o óleo de oliva entram como alternativas interessantes, mas ainda sim a produtividade e preço de custo dos mesmos podem surgir como empecilhos aos agricultores e empresas.
Basicamente, na situação atual, é extremamente difícil abolir o óleo de palma. No entanto, alternativas estão sendo buscadas e quem sabe daqui a uma década (ou menos, espero!) as empresas possam usar outros insumos menos predatórios.
Enquanto isso, cabe a nós colaborar (tomando atitudes como citei no “Faça sua parte”) para que essa destruição seja minimizada ao máximo e pressionar as grandes empresas para elas façam o mesmo!
Por fim, o hidratante facial Maria da Selva! Para quem está chegando agora , dos itens que havia recebido para resenhar, já falei sobre o Shampoo e Condicionador Pracaxi e Andiroba, a Manteiga Corporal Pracaxi & Andiroba e hoje venho falar sobre esse item da recém-lançada linha Maria da Selva. Segundo a marca, “o poder regenerador da Vitamina E, do extrato de Mulateiro e a ação antioxidante das folhas de Oliva devolvem o viço, a luminosidade e a jovialidade para todos os tipos de pele.”
O produto vem em uma embalagem âmbar, de vidro e com uma válvula em pump que é excelente na hora de dosar. Infelizmente, dei o imenso azar de quebrar a embalagem com apenas algumas semanas de uso antes mesmo de fotografar, só fiquei com as fotos que eu tinha tirado quando chegou (da caixa, no caso hahaha). No entanto, a Heglaé do Mocinha Kawaii também tem esse produto e quem quiser ver o vidro, dê uma passadinha lá!
Bom, a textura do hidratante é bem consistente, mas não é gordurosa, tem boa espalhabilidade e em mim notei uma absorção rápida, cerca de 1 minuto ou menos; depois da aplicação sinto um toque aveludado na pele, o que é bem bacana, não noto sensação pegajosa apesar de ele conferir uma hidratação excelente. A fragrância, diferente do cheiro herbáceo que estamos acostumados, é floral-frutal, bem gostosa, mas nada forte.
Não percebi um agravamento da oleosidade do meu rosto, embora tenha notado que ela apareça mais rápido na zona T quando eu o aplico (minha pele é mista). Em níveis normais, nada drástico, mas surge em menos tempo por conta da hidratação mais expressiva. Notei também que o uso contínuo deixa o rosto com mais viço, assim como promete.
O meu medo era que aparecessem espinhas em mim porque minha pele tem uma tendência absurda à acne. No entanto, não notei nada diferente no meu rosto nesse sentido, mas conhecendo a minha pele, eu me precavi e usava o hidratante dia sim e dia não, somente à noite (e alternando com a água biológica da Livealoe).
Os ingredientes em geral são bem puros (exceto pelo Acetato de Tocoferol), o produto é riquíssimo em ativos vegetais e contém quase 80% de insumos orgânicos. A Rose, proprietária da Cativa, me disse o seguinte sobre o Acetato de Tocoferol: “Sobre o Acetato de Tocoferol, as certificadoras aceitam pela comprovação cientifica de estabilizar os componentes aromáticos, principalmente os blends de óleos essenciais que desestabilizam a formulação ( fica aguada) e atuam como conservantes naturais. Dependendo da formulação, os óleos essenciais como conservantes não suportam e não se consegue uma conservação nem por 1 semana.”
Ao meu ver, esse produto é bem bacana para pessoas acima dos 20 anos, com qualquer tipo de pele, e que deseje revitalizar o rosto, receber uma hidratação eficaz. Pessoas jovens com pele normal, seca ou mista tendendo para a seca (com certa oleosidade na zona T, mas nada relevante) também podem gostar dele.
Ah, e sempre é bom lembrar: hidratante facial não é necessário que você aplique grandes quantidades. Aplique o equivalente a uma ervilha se ele tiver um bom rendimento ou duas, caso não tenha. A ideia não é emplastar a pele e sim aplicar uma camada fina e uniforme!
- O produto em questão foi resenhado com base em minha opinião sincera e despretensiosa. A análise reflete o desempenho do mesmo em minha pele/cabelos, bem como no clima do local onde vivo (Cruzeiro – SP, tropical de altitude), portanto o resultado dele pode não ser o mesmo caso você more em local diferente, tenha outro tipo de pele/cabelo, etc.
- O(s) cosmético(s) citado(s) pode(m) conter ingredientes (óleos essenciais, extratos de plantas) que, embora naturais, não são indicados para crianças, mulheres grávidas ou em período de amamentação. Consulte seu obstetra ou profissionais naturopatas caso queira usá-lo(s).
É incrível como o emocional pode afetar nossa pele. Mesmo com alimentação saudável, cosméticos adequados e prática de exercício físico, de tempos em tempos minha pele fica bastante problemática, tendo surtos de acne e isso já dura uns dois anos.
Considero essa situação um tapa na cara imenso porque prova que beleza exterior é um conjunto de fatores. Não adianta ser uma pessoa que investe em cosméticos de alta qualidade e alimentação impecável se o emocional é um caos… A pele vai refletir isso.
O estresse, sem sombra de dúvidas, é o maior inimigo da pele: quando estamos sob uma irritação/frustração muito grande por um tempo considerável, nossa glândula suprarrenal passa a produzir cortisol além dos níveis normais. E o cortisol, por sua vez, estimula as glândulas produtoras de oleosidade, as glândulas sebáceas. Ou seja, com o aumento de oleosidade, os poros tendem a obstruir, por isso o estresse é considerado um gatilho para a acne.
Portanto, a lição vale para mim e para você: ser uma pessoa mais calma e tentar se estressar/frustrar menos com as coisas é uma questão de saúde e também de estética, a beleza vem de dentro para fora. Claro que se fosse tão fácil assim ser uma pessoa zen eu com certeza passaria a fórmula para conseguir a proeza, mas eu continuo na luta.
Já fui pior, hoje em dia progredi bastante, embora ainda precise melhorar. Para tanto busquei ajuda profissional recorrendo a uma psicóloga, tenho feito alongamento diariamente para dar uma relaxada, tomo chá de camomila (que é calmante e anti-inflamatório) e mulungu (em breve falarei da minha experiência), tento aplicar a filosofia milenar do ”foda-se dane-se” para determinados problemas… Enfim, é uma busca que vale a pena!
E se você tiver alguma dica para dar a respeito disso, compartilhe conosco!
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