Açúcar mascavo? Açúcar demerara? Açúcar refinado? Conheça as diferenças!

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Sabia que existem mais de 20 tipos de açúcar? Pois é. Certamente você não deve conhecer todos, mas alguns você já experimentou ou já viu na prateleira do supermercado: demerara, mascavo, cristal, refinado, confeiteiro, orgânico – e por serem tão presentes na nossa vida é importante conhecê-los!

Antes de mais nada é preciso que você tenha uma breve explicação em relação ao modo como o açúcar pode ser produzido, assim ficará mais fácil entender e diferenciar os tipos. A Revista Mundo Estranho explicou de forma bem clara e simplificada. Veja abaixo:

A matéria-prima do nosso açúcar, você sabe, é a cana. Antes de chegar à nossa mesa, a planta passa por diversas etapas de fabricação. Primeiro, ela é moída para extrair o caldo doce. Depois, começa a purificação, em que o caldo é aquecido a 105 ºC e filtrado para barrar as impurezas. Em seguida, o caldo é evaporado, vira um xarope e segue para o cozimento, onde aparecem os cristais de açúcar que a gente conhece. Por último, os tipos mais brancos de açúcar ainda passam pelo refinamento, quando o produto recebe tratamentos químicos para melhorar seu gosto e seu aspecto.

Agora fica mais fácil de compreender o resto. Confira:

  • Açúcar mascavoé o açúcar “bruto”, extraído depois do cozimento do caldo de cana. Não passa por nenhum tipo de refino, portanto conserva o gosto acentuado da cana (o que não agrada a todos) e tem cor mais escura (quanto mais “marrom”, mais “saudável” o açúcar!). Ele preserva minerais como cálcio, o ferro e outros. 
  • Açúcar demerara: em termos nutricionais é bem parecido com o mascavo (embora tenha menos nutrientes), mas ele passa por um leve processo de refino (sem aditivos químicos para branquear), em que o resultado final é um açúcar marrom-claro e com sabor mais leve que o mascavo. Geralmente é usado em receitas e por quem está tentando se acostumar com o gosto do mascavo “aos poucos”.
  • Açúcar refinado: é o mais encontrado nos supermercados e também o mais nocivo à saúde, pois não fornece vitaminas, minerais, apenas “calorias vazias”. Durante o processo de refino e branqueamento pode levar aditivos químicos como enxofre, entre outros. Além disso, para veganos e vegetarianos de plantão: até cinzas de ossos de animais podem ser usados nesse processo.
  • Açúcar cristal: passa por leve processo de refinamento e branqueamento, mas mesmo assim 90% das vitaminas são retiradas. É “menos pior” que o açúcar refinado, mas ainda assim nada nutritivo e deve ser evitado.
  • Açúcar orgânico: é um termo genérico para designar o açúcar que é derivado da cana que não sofreu uso de fertilizantes químicos, agrotóxicos, etc. Podemos ter açúcar demerara orgânico, açúcar cristal orgânico e assim vai. De fato, consumir um produto orgânico é sempre a melhor opção, mas nesse caso devemos prestar atenção no tipo de açúcar. Do ponto de vista nutricional, apesar de ser orgânico, não vale a pena consumir açúcar cristal só porque é orgânico – se for açúcar mascavo, por exemplo, sim. Mas se você realmente quer optar por um açúcar que não seja do tipo mais “saudável”, consuma a opção menos saudável na versão orgânica, pelo menos.
  • Açúcar light: é uma combinação entre açúcar refinado e adoçantes artificiais (geralmente), como o aspartame, ciclamato, sacarina, sucralose – o que aumenta o poder de dulçor e diminui as calorias. Apesar de oferecer certos benefícios como calorias a menos, é duplamente ruim primeiro porque usa açúcar refinado, que como já foi dito não traz nada de bom à sua saúde além de calorias vazias, e segundo porque usa adoçantes artificiais. Os adoçantes artificiais, mesmo a sucralose que muitos nutricionistas dizem ser “natural” (e não é), estão associado a diversos problemas como Alzheimer, Mal de Parkinson, obesidade, diabetes tipo 2, disfunção renal, distúrbios endócrinos e até câncer (veja aqui).
  • Açúcar de confeiteiro: é o açúcar que passa por um processo de refino “especial” (para ficar bem fino e branco como se fosse talco) e geralmente é misturado a ingredientes como fosfato de cálcio, amido de arroz ou milho (que pode ser transgênico).

Aí fica a pergunta: qual é o melhor açúcar? A resposta é: se for possível, nunca adoce nada. Procure tomar sucos naturais, cafés, chás e outras bebidas sem qualquer tipo de açúcar ou adoçante. No começo será muito estranho, principalmente para aqueles que tem paladar de formiga, mas garanto que com o tempo você acostuma. O açúcar, notadamente o branco (refinado), vicia o paladar, o cérebro, além de estar associado a um leque estonteante de doenças.

Ok, mas suponhamos que você realmente não consiga, pelo menos por enquanto, ficar sem adoçar as coisas. A sugestão você já deve saber: vá de açúcar mascavo. Se não conseguir se adaptar ao gosto, use açúcar demerara para ir acostumando – e de preferência sempre orgânicos! Porém, sempre é preciso ressaltar que açúcar em excesso, mesmo os mais saudáveis, acarretam doenças como obesidade, diabetes tipo 2, entre outras. Consuma o mínimo que você puder.

E se você tem diabetes ou não está podendo consumir açúcar por qualquer razão, a dica é usar adoçantes 100% naturais como stévia. Só tome cuidado porque algumas marcas vendem produtos que contém stévia mas também outros adoçantes artificiais (como a Low Sugar e outras famosas). A única marca que eu indico nesse sentido é a Jasmine, que comercializa Stévia na versão líquida e na versão em pó (que eu prefiro) e não tem residual amargo ou o “gosto esquisito” que todo mundo reclama.

Fontes e referências: Mundo Estranho, Drauzio Varella

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14 comentários sobre “Açúcar mascavo? Açúcar demerara? Açúcar refinado? Conheça as diferenças!

  1. Muito legal!

    Fica a sugestão de fazer um post sobre o sal que também, ultimamente tenho visto algumas versões, e fico na dúvida em qual seria melhor de consumir, se refinado, light, himalaia….!

    Um abraço

      1. O grande problema com os açúcares é o sabor. Para utilizá-los na culinária ok, mas para adoçar o meu chá é que está a dificuldade, pois o açúcar – qualquer um deles – causa-me enjoo e mesmo os adoçantes – só consigo utilizar a sucralose, pois os outros causam-me dor de cabeça e o Stevine, da Jasmine, ao contrário do que você diz, deixa, sim, um residual amargo e uma colher de sobremesa não conseguiu adoçar o meu chá, pode? e olha que não gosto de nada excessivamente doce.

      2. Eu nunca senti o residual amargo, paladar é uma coisa complicada mesmo né? Você já tentou experimentar as coisas sem adoçar?

  2. Muito bom o post! Sempre tive curiosidade em saber a diferença entre o demerara e o mascavo. Eu acho o açúcar mascavo (e principalmente o melado) uma boa para quem quer complementar a dieta com ferro, por exemplo.

    1. Sim, é verdade! Só não dá pra exagerar porque acaba fazendo mal, é uma fonte de ferro mas não dá pra depender. MEsmo assim ajuda muito!

  3. Oi, Nyle! Você já ouviu falar de néctar de agave? Comprei um pequeno pote quando estive no México e parece que ele é uma alternativa bem interessante. 😉

    Abraços,
    Flora

    1. Sim, Flora, já ouvi falar e muita gente gosta bastante! É uma alternativa bem legal, eu conheci há alguns dias (quando pesquisava receita de uma torta), antes desse post, mas obrigada pela sua indicação.

    1. Depende do adoçante! Eu uso o stévia em pó e acho bem bacana. Os líquidos tendem a ter mais conservantes e aditivos químicos.

  4. Cuidado com o açúcar demerara. Uma engenheira de alimentos me disse que o processo de produção do açúcar demerara é caro e que algumas marcas “espertinhas” simplesmente submetiam o açúcar cristal a um processo de torragem pra ficar amarronzado e vendiam como demerara. A dica é sempre desconfiar de demeraras muito baratos.

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