As dietas do jejum intermitente (intermittent fasting) e paleolítica (paleo diet)

jejum

A dieta do jejum, popularizada pelas “estrelas de Hollywood” e por personalidades como Glória Maria, vem polemizando na mesma proporção em que ganha adeptos. Basicamente, a dieta consiste em jejuar em dias alternados, uma ou duas vezes por semana (porém, há quem radicalize e fique de dois até dez dias sem comer). Nesse meio tempo, o jejum é acompanhado por suplementos vitamínicos somente.

Alguns defensores mais flexíveis afirmam que não é necessário ficar 24 horas sem comer, é possível fazer duas refeições e só voltar a comer no dia seguinte. Por exemplo: o indivíduo toma café da manhã, almoça e só volta a comer no café da manhã do dia seguinte.

Se a dieta emagrece? Sim, obviamente. Mas o ponto crucial são os impactos que essa restrição alimentar pode ter no nosso organismo. Aproveitei também para expor os pontos de vista acerca da dieta paleolítica, tão polêmica quanto a dieta do jejum intermitente. Veja:

O que os defensores da dieta do jejum intermitente dizem

Gurus de Hollywood e adeptos da dieta afirmam que a IF (intermittent fasting, ou dieta do jejum intermitente) desintoxica o organismo, promove uma rápida perda de peso e traz uma sensação de “leveza”. O diretor do Centro de Medicina Integrada da Universidade do Arizona, Andrew Weil, defensor da IF, acredita que a orientação de comer várias porções ao dia para aumentar o metabolismo foi responsável por disseminar a epidemia de obesidade nos EUA:

“As pessoas acham que fazer seis refeições diárias significa comer o dia todo. Além disso, raramente escolhem porções de vegetais ou alimentos preparados em casa, preferindo comidas industrializadas e ricas em carboidratos.” – diz ele. Na verdade, é importante lembrar que o problema da obesidade nos Estados Unidos NÃO é quantas vezes os americanos comem, e sim O QUE eles comem.

De acordo com a Revista Vogue, que foi a responsável por desencadear o “burburinho” sobre essa dieta nas redes sociais, o endocrinologista Amélio Godoy-Mattos, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, diz que regimes restritivos colocam o organismo em estado de cetose, e o corpo passa a usar a gordura, e não o açúcar, como principal fonte de energia, acelerando o emagrecimento – mas eles só devem ser feitos com acompanhamento médico, e nem todos os pacientes devem fazer.

Aspectos negativos sobre a dieta do jejum intermitente

Efeitos colaterais inúmeros

Longos períodos sem comer “obrigam” o corpo a estocar mais gordura da próxima vez que você ingerir algum alimento, desaceleram o metabolismo (é um mecanismo de defesa do corpo para evitar a inanição, mas prejudica a perda de peso), podem ocasionar flacidez (o corpo ataca o músculo na ausência da energia dos carboidratos e lipídeos), hipoglicemia, desmaios, queda de imunidade.

No artigo “Conheça os perigos de ficar em jejum e saiba evitá-los“, a coluna de saúde do Terra ainda alerta sobre os efeitos do jejum na nossa saúde: menstruação desregulada (carboidratos e lipídeos são indispensáveis para o nosso sistema endócrino), fraqueza, sudorese, queda de cabelo.

Além disso, ao cortar totalmente os carboidratos da dieta, você fica indisposta, sem energia, mau humorada e instável (os carboidratos são um dos maiores responsáveis pela produção de serotonina, o hormônio da “felicidade”), com dor de cabeça.

O jejum pode causar diabetes e outros efeitos mais graves

Um estudo da USP também mostrou que o jejum pode provocar diabetes e produzir  radicais livres (responsáveis pelo envelhecimento precoce e até doenças como o câncer).

Suplemento vitamínico não é a saída

No site da Veja, o cardiologista Bruno Caramelli, diretor da Unidade de Medicina Interdisciplinar do Incor, afirma: “Ainda não há evidências cientificas sólidas o suficiente para dizer que essa intervenção [a dieta do jejum] é recomendada”. Na mesma matéria, Cintia Cercato, endocrinologista da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP), diz: “Mesmo que ela [a adepta da dieta] tome suplementos vitamínicos durante o jejum, eles não são capazes de repor macronutrientes, como os carboidratos e a glicose. Sem esses nutrientes, ficamos sem energia, fracos, e o nosso cérebro deixa de receber glicose, o que prejudica a memória. Além disso, ainda que esse indivíduo apenas beba água, ele continua correndo risco de desidratação.”

Restrição calórica não é para qualquer um

É preciso lembrar, por último, que nem todas as pessoas podem se submeter à restrição calórica. Crianças, pessoas com problemas de saúde como diabetes e hipoglicemia, ou pacientes que tomam certos tipos de medicação não devem aderir a esse tipo de dieta.

 O que é a dieta paleolítica e como funciona

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Não raro, a dieta do jejum intermitente é combinada à dieta paleolítica: o indivíduo jejua e quando volta a comer, a põe em prática. Como o nome mesmo sugere, a paleo diet é inspirada na dieta dos nossos ancestrais da Era Paleolítica e consiste na ingestão de carnes em geral, de preferência cruas ou defumadas, acompanhadas de muitas folhas, frutas, raízes, oleaginosas (nozes, amendoim, amêndoas, etc) e ovos.

A dieta não pode incluir leite e derivados, alimentos adoçados, cereais e derivados (arroz, quinoa, aveia, trigo, etc), tubérculos (batata, batata-doce, inhame, etc), leguminosas (soja, feijão, lentilha, etc).

O que os defensores da dieta paleolítica dizem

Os defensores da dieta afirmam que a paleo diet reduz diabetes (por conta do baixo nível de carboidratos no cardápio), traz quilos a menos, melhora a digestão e promete desintoxicar o organismo dos “alimentos modernos”: inclua nesse grupo desde Fast Food e comida industrializada até cereais, tubérculos e leguminosas.

Segundo os adeptos da dieta paleolítica, cereais e leguminosas contém anti-nutrientes como a lecitina, que seria maléfica para o organismo. Alguns também afirmam que nosso corpo não está adaptado a ingerir cereais e outros alimentos “mais recentes” (que datam da época da sedentarização da nossa espécie).

Além disso, de acordo com a  nutricionista Helena Alves Sampaio, professora da Universidade Federal do Ceará, “É algo a se considerar [a paleo diet]. Talvez sigamos um modelo [de alimentação] errado. Temos recomendações internacionais do que seria uma dieta saudável e, mesmo assim, não revertemos a obesidade e as doenças crônicas.“, diz ela no site da Folha.

Os argumentos contra a dieta paleolítica

Proteína animal e a relação com diabetes tipo 2 e câncer

Estudos têm apontando que a ingestão de proteína animal pode estar relacionada a câncer (veja aqui) e diabetes do tipo 2 (veja aqui).

O consumo de carne e a gordura saturada

Sem entrar na questão ética e outros aspectos questionáveis da prática acerca dos impactos sociais e ambientais, a ingestão da carne, do modo como a dieta paleolítica prega, pode ser extremamente maléfica. Primeiro porque a quantidade de gordura saturada presente na maioria das carnes pode levar muitos adeptos da dieta a exceder a quantidade adequada dessa gordura no organismo (que, para uma dieta de 1.800 calorias, é cerca de 14 g, no máximo).

Como é sabido, em excesso a gordura saturada pode ocasionar doenças cardiovasculares, aumentar o nível de colesterol no sangue (inclusive, as carnes contém quantidades relevantes de colesterol). Importante frisar que na época paleolítica os animais não recebiam doses cavalares de antibióticos, hormônios – o que ocorre hoje e se reflete na qualidade da carne.

Epidemia de obesidade: de quem é a culpa?

Ao mesmo tempo, é precipitado dizer que o modelo de alimentação que temos hoje pode não ser correto porque não conseguimos reverter a obesidade e as doenças crônicas. Claro: fica difícil reverter a obesidade e as doenças crônicas da população mundial enquanto ela se entope de comida industrializada, fast food, refrigerantes, doces, carnes e paralelamente a isso não ingere alimentos saudáveis, não faz atividade física. O problema, definitivamente, não é ingerir cereais, leguminosas, tubérculos – o buraco é muito mais embaixo.

Os anti-nutrientes dos cereais, leguminosas e tubérculos

Sobre os anti-nutrientes presentes em alimentos como os cereais, leguminosas e tubérculos, já sabemos que há maneiras de eliminá-los ou ao menos diminui-los de modo que não prejudiquem nosso organismo. Já fiz um post sobre como diminuir os fitatos e oxalatos (saiba aqui o que são e por que evitá-los) e a respeito da lecitina, ela pode ser diminuída através do cozimento.

Sobre a mesma, não achei dados conclusivos a respeito dos seus possíveis danos ao organismo (se alguém já leu algum artigo sério sobre isso, compartilhe conosco!) – o máximo que consegui achar é que a lecitina de soja pode ser obtida através da utilização de solventes tóxicos como o hexano, mas não é o único método de obtenção.

Sim, diminuir os laticínios e os alimentos industrializados faz bem!

Em um ponto os nutricionistas concordam com a dieta paleolítica: a diminuição dos laticínios (veja aqui por que você deve evitá-los) e alimentos industrializados faz bem. Mas, claro, é preciso ter cautela em relação à ingestão adequada de cálcio ao retirar os laticínios da dieta… Sempre procure um nutricionista!

O homem paleolítico serve como referência de longevidade e vida saudável?

Para fechar, é importante refletir acerca do fato de que os homens paleolíticos viviam, no máximo, 25 anos. Embora tenhamos que levar em conta que as condições de vida deles eram muito hostis, a dieta e os períodos de jejum/escassez de alimentos ao qual eles eram submetidos foi um dos fatores que contribuiu para essa curta longevidade. Será que o homem paleolítico e sua dieta são referências positivas nesse sentido?

Conclusão

Na minha opinião, dietas em voga e jejuns prolongados podem não ser uma boa ideia para algumas pessoas e há, sim, outras maneiras de perder peso e viver melhor. Quem acompanha o blog sabe que sou vegetariana há 4 anos e sempre convido a todos que visitam o blog a experimentar o vegetarianismo, bem como a alimentação vegana. Com o devido acompanhamento profissional, suplementação (no caso da vitamina B12) e atividade física, é uma opção realmente saudável e que pode auxiliar na perda de peso (ou ajudar a mantê-lo).

Acima de tudo, mesmo que você não esteja interessado no vegetarianismo ou veganismo, seguir uma dieta balanceada sem exageros, comer alimentos vegetais regularmente, restringir o consumo de carne vermelha, laticínios, alimentos industrializados e praticar atividade física com frequência continua sendo, sem dúvidas, o caminho mais seguro para a perda de peso e/ou manter uma vida saudável.

OBSERVAÇÃO: em virtude desse post tenho recebido uma enxurrada de críticas, inclusive com ofensas à minha pessoa, então acho importante esclarecer algumas coisas. Embora eu tenha uma predileção pela dieta vegana e vegetariana, o intuito da postagem não foi rechaçar a dieta paleolítica ou do jejum intermitente, mas sim mostrar ALGUNS dos aspectos positivos e negativos sobre elas, já que recentemente elas entraram em voga (não que ninguém as fazia antes, digo que ganharam mais força há pouco tempo). Isso é importante para evitar que novatos se aventurem nesses tipos de dieta de forma inadequada e possam ter diversos malefícios para a saúde.

Se você faz a dieta paleolítica há anos, leva uma boa vida e notou uma melhora em sua saúde, tudo bem, parabéns. Mas é pedantismo achar que não existe nenhum aspecto negativo dessa dieta que possa ser destacado, que deva ser levado em consideração para quem está em dúvida entre seguir tal dieta ou não. E em relação aos que dizem que o texto foi tendencioso: isso aqui não é um veículo de comunicação formal, é um blog pessoal que, queiram ou não, tem ideologias. Isso pode direcionar o texto de alguma forma? Sim, claro, e direcionou. Mas, até onde sei, podemos tachar um texto de tendencioso principalmente quando ele não mostra “os dois lados da moeda”, apenas um deles e, com isso, direciona unilateralmente a opinião do leitor. Basta analisar todo o texto e será possível notar que em nenhum momento eu mostro somente pontos negativos sobre tais dietas. Portanto, chamar o meu texto de tendencioso é injusto, leviano e comentários do tipo simplesmente serão ignorados. Grata. 

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32 comentários sobre “As dietas do jejum intermitente (intermittent fasting) e paleolítica (paleo diet)

  1. Eu já tinha lido sobre a dieta do jejum intermitente. Agora, com a união da paleolítica (que eu nem sabia que existia) me parece algo como dar uma Bear Grylls e brincar de “à prova de tudo” com o próprio corpo, rs.
    Perigoso… prefiro outras aventuras, eheheh.

    1. Sem falar que fiz essa dieta e fiquei indisposta, sem energia, atrapalhando meu treino na academia, mau humorada e instável (os carboidratos são um dos maiores responsáveis pela produção de serotonina, o hormônio da “felicidade”), com dor de cabeça.

  2. Acho incrível como pouco se fala do consumismo como uma das principais causas da obesidade. Chegamos em um momento em que postar comida no celular virou sinônimo se status e, claro, as revistas são muito cautelosas com esses assuntos, posto que o dinheiro vem do patrocínio da industria do consumo. Pra mim, o consumismo e a aceleração do ritmo de vida, dando-nos um caráter cada vez mais imediatista, foi o que realmente nos fez e faz, cada vez mais, que nos entupamos de alimentos industrializados e fast food. Enfim, acho que o jejum, como método de emagrecimento, eh errado e só mostra como as pessoas estão pouco ligando para a saude, pois o que importa eh perder x quilos em y segundos. E tem muita gente ganhando dinheiro em cima dessa neura, desde herbalife ate mesmo jornalistas. Eh um toma lá da cá, você come muuito, estoca uma armazém de comida e depois se sente mal por não ser magra, e da-lhe suplementos, revistas, academia boutique com esteira com raio laser, cremes redutores… Pra depois vir a frustração por o seu corpo ainda não ser tão doente quanto a sua mente e não ter mudado do 44 para o size 0. E mais comida. O ciclo reinicia. Triste.
    Só gostaria de lembrar que o jejum como meditação pode ser uma alternativa, não sei, não disponho de muito conhecimento e por isso não vou opinar, mas como emagrecimento acho bem pífio. Hollywood eh um centro produtor de neurose e besteira, Atkins, mesmo deixando muitas pessoas com doenças cardíacas, pressão alta e tudo mais que o diga, até hoje ganha adeptos em todo o mundo. Viver bem e com saude e magreza (cada um no seu limite e nos seus padrões, coisa que Los Angeles parece incapaz de entender) eh muito mais simples e barato do que se imagina.
    Ops acho que falei demais hehehe. Acho o jejum terrível, mas o post foi muito valido para discutirmos abertamente sobre a questão da saude! Beijos, Nyle!

    1. Eu não me adapto ao jejum porque tenho pressão baixa, horas sem comer são devastadoras pra mim… Fora que comer é muito bom, jamais me privaria disso aahahha mesmo, o jejum é válido (desde que não seja radical) por outros motivos que não o do emagrecimento… Por religião ou alguma doutrina, como você citou. Pra emagrecer tem formas muito mais saudáveis! beijoss

  3. Ahhh eu já tinha lido sobre a dieta do jejum,mas não lembrava direito, e essa segunda, uma amiga minha comentou esses dias, mas não sabia o nome. Acho que as duas são muito radicais!!!
    Eu tenho certeza que há maneiras muito mais saudáveis de manter o baixo peso, e obviamente não é necessário comer apenas o que os paleolíticos ingeriam para ter uma boa qualidade de vida…
    Cada coisa que inventam…
    Ah, e o post, apesar de longo, ficou muito bem organizado, por isso não se tornou cansativo (:

  4. Que bacana você escrever sobre alimentação, Nyle. Talvez você possa escrever da próxima vez sobre “low-fat raw vegan”, é uma dieta vegan e crudívora que restringe a quantidade de gordura consumida. Acho interessante até. =)

    1. Vanessa, eu adoro tudo que é relacionado ao veganismo, mas as leitoras de um modo geral tendem a ter uma rejeição quando falo sobre o assunto, por isso sempre vou com muita calma pra não assustar ninguém ahahah imagina se eu apareço do nada falando sobre dieta vegan e crudívora? vão me trucidar ahahahahah vou me informar sobre o assunto e quando o público estiver mais familiarizado com o veganismo, aí falo sobre isso, acho que aí eles vão ter mais condições de assimilar o assunto sem tanta rejeição :/

      1. Eu também apoio! Não sou vegana, muito menos vegetariana, mas nem por isso rejeito a ideia… tem gente por ai muito quadrada, que pensa que só porque tem pessoas que não comem carne e derivados animais são algum tipo de bicho raro extremista, no entanto se vc para pra pensar; porque pensam assim do vegetarianismo/veganismo e não pensam assim de quem faz essa tal dieta paleolitica? Na minha opinião o Veganismo/vegetarianismo merece muito mais o meu respeito por ser um estilo de vida baseado em princípios, não sei se me explico… 😉

      2. Tudo que não mexe com o comodismo das pessoas tendem a ter aceitação maior. A partir do momento que você ‘critica’ o bife que as pessoas comem no almoço elas se sentem pessoalmente ofendidas e tendem a rejeitar… A dieta paleolítica mexe em aspectos mais flexíveis, muitas pessoas ficam sem feijão, mas jamais ficariam sem carne. É uma questão complexo, acho todo tipo de dieta válida, desde que a pessoa tenha consciência dos impactos que essa escolha pode ter pro próprio corpo, pra vida de outros seres e pro meio ambiente!

  5. Concordo contigo acerca da dieta paleolítica, quem disse que o homem naquela época era mais saudável? É o que sempre digo acerca do consumo da carne. Sobre o jejum acho que pode sim trazer benefícios desde que planejado e com curta duração, pretendo estudar isso mais a fundo quando fizer minha iniciação científica. Essa história de comer em intervalos não aceito muito bem . Eles dizem que o ideal é de três em três horas, mas acredito que corpo humano é uma maquinaria perfeita, quando ele precisa de energia, ele pede, quando não precisa é porque está utilizando-a para alguma coisa. Na minha concepção o melhor é conhecer seu corpo pra decifrar o que e quando ele precisa,ao invés de comer mesmo sem fome só porque o médico mandou, ou trocar o arroz e feijão pela salada de noite, ignorando a energia que o corpo pede, só por causa daquela história de “refeições mais leves antes de dormir”. Só mais uma coisa Nyle, você já escreveu algo sobre o crudivorismo? Estou caçando informações a respeito.
    Adorei o post, muito bem estruturado. Beijos.

    1. Então Julia, não me informei sobre o crudivorismo, conheço bem pouco e confesso que nunca me interessei pelo assunto, mas pretendo pesquisar em breve, aí faço um post sobre isso! 😀

  6. Oi Nyle, como tinha falado la no facebook. Um amigo médico me disse o seguinte sobre paciente q faz essa dieta : “Emagreceu porque comeu menos! Os triglicérides abaixaram.
    A glicemia se elevou, ou seja, ele criou uma resistência à insulina, e assim que voltar a comer o que comia antes, vai ganhar ainda mais peso!!!”

    Ou seja, a pessoa acha que esta fazendo um grande negócio. mas não adianta o que faz emagrecer é comer menos e para manter o emagrecimento o segredo é comer certo.
    É muito mais fácil acreditar nesse tipo de dieta do que “tirar a bunda do sofá ou criar vergonha na cara e comer direito” Para fazer isso vc precisa agir e ser dono da sua própria transformação. Mas ninguém quer isso, é mais fácil acreditar em uma dieta milagrosa, pq se algo deu errado a culpa é da dieta e não pessoa que não assume o controle da própria vida!!
    Mas as pessoas são preguiçosas querem sempre uma solução milagrosa e sobrenatural.
    Não adianta emagrecer não tem outro segredo e não ser comer direito e ser ativo fisicamente!!
    hehe palavra de ex-nutri e de quem mantém o corpinho de 20 há muito tempo rsrs

    bjos
    Aline

  7. Eu sigo a dieta paleolítica e desde entao todos os meus problemas de saúde acabaram. O paleo é o meu estilo de vida.
    Nao é qualquer pessoa que pode fazer o jejum intermitente, ela precisa estar cetoadaptada senao realmente nao terá nenhum benefício para a saúde e com certeza passará mal.
    Nós tiramos energia de gordura nao de carboidrato. E se uma pessoa acostumada a dieta tradicional fizer o jejum, faltará energia e pode sim ter problemas com níveis de glicose, acucar no sangue e ter crises, podendo até causar a morte.
    Nós consumimos carboidratos, mas apenas de baixo índice glicemico retirado de vegetais. Nao comemos graos, acúcar e principalmente trigo e seus derivados.
    Nao comemos alimentos industrializados e sempre consumimos produtos organicos.
    Comemos apenas frutas silvestres e da estacao, evitamos frutas geneticamente modificadas.
    Como nao comemos trigo, amido, cevada, aveia e afins, nossa dieta é totalmente livre de glúten e acho que isso só tem vantagens.
    Meu esposo é vegetariano e adotou a dieta paleo pq sofria sérios problemas de digestao e abdomen globoso, sem contar alergias inexplicáveis. É realmente muito complicado um vegetariano seguir a dieta paleo, mas é possível. Na mesma semana que ele adotou a dieta já notamos uma grande melhora em sua digestao, humor e tamanho da barriga.
    Consumimos muitas proteínas, mas nao precisa ser necessariamente de carne vermelha.
    Consumimos gordura que pode ser de amendoas, coco etc.
    Essa dieta é para todos, nao somente para quem come carne.
    É uma dieta muito equilibrada, nao confunda a dieta paleolítica com a do Dr. Atkins. Apesar de serem da mesma família, nao é necessariamente a mesma. Da mesma forma a dieta paleolítica nao precisa ser necessariamente a low carb. Geralmente comecamos em low carb para emagrecer e depois passamos para a paleolítica.
    Essa dieta nao é recente e nem da moda como citado acima. Existem estudos seculares sobre ela e baseados em ciências e nao em evidencias como a dieta tradicional.
    Nao tirem conclusões precipitadas e erradas a respeito da dieta, leiam, pesquisem a respeito para nao se basearem em opiniões erradas.
    Vim aqui apenas para dar a minha opiniao, pois sou seguidora da dieta.
    Nao tenho pré conceitos com nenhuma escolha alimentar, tanto que sou casada com um vegetariano e nao empurro carne nele.
    A minha opinião é que cada corpo é um mundo independente com suas faunas e floras. Cada indivíduo tem suas necessidades e o corpo sabe exatamente o que precisa, sento tolice tentar impor as regras do meu corpo, do meu mundo para um outro ser. O que é bom pra mim nao é bom para outra pessoas, pois cada qual tem suas necessidades.
    E viva cada escolha e necessidade!

    1. Estou com vc Polly, tb faço lowcarb paleo e foi a solução de todos meus problemas..sempre sofri com hipoglicemia por causa do maldito carboidrato refinado..agora não sinto mais nada…mesmo que eu fiquei sem comer., não me sinto mal como antes.. é uma pena ver uma pessoa perder seu precioso tempo escrevendo coisas tendenciosas sem o menor fundamento.. nem se quer teve o trabalho de pesquisar a dieta… uma pena!!

    2. Perfeito! Também sou seguidora do estilo Paleo e LCHF, e enquanto “..o buraco é muito mais embaixo..” e o problema da obesidade não consegue ser resolvido, de uma maneira sem “pirar”, experiência própria, posso afirmar que para mim e a minha família é a solução!

  8. Olá! Acredito que você não tenha se informado corretamente a respeito da Paleo Diet. Existem muitos equívocos no teu texto, e tomei a liberdade de comentar alguns…
    Se tudo o que escreveste for verdade, eu, meu marido, meus pais e vários amigos já deveríamos estar doentes/mortos/extremamente mal humorados, e creio que meu pai não teria revertido o quadro de diabetes que o acompanhava há 13 anos. Diferentemente de ser uma dieta da moda, ou algo a ser feito para se perder peso rapidamente, a paleo é um estilo para ser seguido por toda vida. Como você mesmo pode notar na linha do tempo do quadro, na maior parte da existência do ser humano não houve agricultura, e a alimentação era baseada no que era coletado. Isso significa que nós não estamos adaptados à digestão de determinadas substâncias, especialmente carboidratos e açúcares.
    O que é a dieta paleolítica e como funciona: consiste na ingestão de comida de verdade, não refinada e não industrializada. As carnes não são cruas, nem defumadas, mas bem cozidas (evitando contaminação e possíveis doenças) e em quantidade moderada. Não é “Dieta da Proteína” ou algo do gênero.
    Os sintomas da escassez/ausência de carboidratos: dores de cabeça, fraqueza, mau humor, tonturas, indisposição, etc… Consegue perceber que são sintomas de “desintoxicação”? Toxicômanos em recuperação passam por processos semelhantes. Carboidratos e açúcares são exatamente isso para o nosso corpo: toxinas. Tanto que são produtores de Serotonina, causando sensação de bem estar e euforia. Esses sintomas desaparecem completamente após a cetoadaptação. Felizmente nós possuímos a capacidade fisiológica de fazer gliconeogênese, ou seja, obtenção de glicose através de outros compostos que não carboidratos, especialmente de gorduras. Fisiológico. Normal. Não patológico. E é por isso que a GORDURA é a base da alimentação paleo, pois é uma excelente fonte de energia.
    O excesso de gordura só é prejudicial em uma dieta que seja rica em gordura e carboidratos ou gorduras e açúcar, pois nesse caso,os carbos serão degradados e as gorduras armazenadas. O carboidrato e´uma fonte de energia rápida, pois, assim como qualquer toxina, ele “pula na frente” de qualquer coisa que estiver sendo metabolizada pelo fígado. Assim como o álcool e medicamentos. Interpretados como ameaça pelo nosso corpo, ele sente a necessidade de se livrar rápido, e essa é a conhecida “aceleração do metabolismo.”
    Sem o carboidrato/açúcar a única opção do organismo é usar a gordura disponível como fonte de energia. Inclusive as reservas de gorduras. E assim o corpo mantém a glicemia estável, exatamente como deveria acontecer com quem come a cada 3 horas. Porém, quando o nível de insulina cai e a pessoa não está cetoadaptada, é disparado o mecanismo da fome. Sendo assim, quem segue paleo não deixa de comer de propósito, mas sim porque simplesmente não há fome.
    A dieta cetogênica é muito recomendada para crianças com crises convulsivas, diabéticos e pessoas com transtornos de humor como bipolaridade e depressão.
    Eu tenho alergia à caseína, e não consumo lácteos, mas minhas reservas de cálcio são facilmente mantidas com o consumo de vegetais. Minha alimentação é muito melhor agora, pois em vez de comer um pão (puramente energia e nutricionalmente vazio), eu como frutas, vegetais, ovos, amêndoas, que são muito mais ricos em nutrientes.
    E se o homem paleolítico era referência de longevidade? Acredito que não, mas por viver em um ambiente extremamente hostil, sujeito à doenças, etc, onde um corte simples poderia matar alguém de septicemia. E hoje não há mais a escassez de alimentos da época. E ele certamente não era obeso, diabético, hipertenso ou cardiopata.
    Obrigada pela atenção.
    Palavra de ex-obesa, que passou 25 anos fazendo dietas convencionais sem obter resultados e agora é saudável graças à alimentação paleo.

    1. Ana, bom comentário =)

      Eu estava em dúvida se deveria comentar ou não (tinha medo de comentar e não ser aprovado), mas como o seu comentário foi aprovado, acho que a autora do blog é uma pessoa séria e de mente aberta!

    2. Vim aqui te dar apoio amiga, ja que meu comentário não foi aprovado… Será que só quem não defende a dieta tem o direito de opinar né…Sou paleo tb e adoro esse estilo de vida..Nunca comi carne crua, nunca fiquei mau humorada, diferente da reeducação alimentar, não tive mais problemas de saúde, minha hipoglicemia está curada!! como consequência perdi uns quilinhos…Isso não é uma dieta, é um estilo de vida .

    3. Ana Carolina amei a resposta q você deu ,estou começando a fazer esta dieta mas estou em duvida sobre qual alimento posso usar.poderia me ajudar¿estou com 87 quilos ,triste e desanimada,na menopausa e c hipotiroidismo .gostei de você ter se colocado s ofender ninguém ,se poder me ajudar te agradeço!

  9. Estou iniciando nesse novo estilo de vida, aprendendo a me alimentar respeitando as necessidades do meu corpo, e tenho gostado muito!
    Meus exames todos apresentaram uma grande melhora e me sinto cheia de energia.
    Acredito que a dieta Paleo é mais que recomendável para qualquer ser humano.
    Ah…imagino que os homens das cavernas morriam cedo, Pq travavam batalhas pesadas para caçar seus alimentos….não existiam açougues na época. Fica a dica!

  10. Meu Deus pessoal, que tamanha falta de respeito com a Sra. Polly. Nossa geração, precisa ser mente aberta para todo o tipo de informação!!!!!

  11. Nyle, gostaria de aproveitar a oportunidade para esclarecer algumas coisas que ficaram confusas ou fora de contexto:

    1) Dieta paleo e low-carb são duas coisas diferentes, apesar de combinarem muito bem juntas. Uma pessoa pode fazer dieta paleo e ainda assim ter uma ingestão considerável de carboidratos – de alta qualidade. E isso não significa que as dietas low-carb sejam ruins para a saúde.

    2) Há uma certa controvérsia quanto a quais caboidratos são realmente “paleo”, mas em linhas gerais frutas e raízes são permitidas, especialmente aqueles com alto valor nutricional e baixo índice glicêmico, como inhame, batata doce, cenoura e a maioria das frutas. Verduras, claro, são mais que encorajadas.

    3) As restrições da dieta paleo são quanto a: grãos/sementes (por conterem fitatos, lectinas e antinutrientes), óleos vegetais hidrogenados (gordura péssima e com altas concentrações de ômega 6 infalamtório), açúcar e outros causadores de picos glicêmicos. Estes são os principais causadores da síndrome metabólica, diabetes e doenças cardiovasculares.

    4) O jejum intermitente é simplesmente uma técnica para atingir certos benefícios fisiológicos, mas só se for feito da forma correta, que é 1-2 vezes por semana. Nunca ouvi falar de “dieta do jejum intermitente” e, com todo respeito, achei o título do post tendencioso e desinformador. Mas acredito que não tenha sido a sua intenção. Para mais informações sobre o tema, recomendo a leitura do livro “Eat Stop Eat”, que traz vários estudos científicos sérios e confiáveis.

    5) Já está cientificamente comprovado que a gordura saturada na verdade é uma das mais saudáveis. A decisão de culpar a gordura saturada pelos problemas cardíacos foi uma decisão política baseada em evidências “científicas” duvidosas. O principal estudo contra a gordura saturada foi recentemente refutado por conter vários vícios de análise. Estudos mais recentes tem chegado à conclusão de que a gordura saturada na verdade reduz o risco de doenças cardíacas (ao contrário de margarina, óleo de soja, girassol, canola, etc.).

    (Observação: Apesar dos benefícios das gorduras saudáveis (por exemplo, abacate, coco, azeite, gemas de ovos…), vale esclarecer que elas não são compatíveis com um estilo de vida cheio de picos glicêmicos! Uma pessoa que se entope de pão, arroz, macarrão, açúcar COM gordura vai é engordar. Na dieta paleo low-carb isso não acontece porque a restrição de carboidratos promove uma redução dos níveis de insulina, o que impede que o corpo armazene gordura excessivamente e permite que ele se adapte para utilizar a gordura como fonte de energia.)

    6) Finalmente: uma dieta low-carb não é zero carb. Frutas e raízes são boas fontes de carboidrato (com índice glicêmico relativamente baixo) e contém vários micronutrientes benéficos para o corpo. A questão é simplesmente regular a quantidade. A pirâmide alimentar ensinada nas nossas escolas tem pouco embasamento científico.

    A título de curiosidade, a Suécia recentemente conduziu uma meta-análise com 16000 estudos científicos sobre o tema e, como resultado, está adotando o low-carb high-fat (LCHF) como a sua nova pirâmide aliementar.

    Muitos “argumentos” que permeiam o senso comum não são cientificamente válidos no contexto de uma dieta low-carb, já que nessa dieta o organismo se adapta e passa a funcionar de uma outra forma. Alguns desses argumentos, inclusive, já foram refutados por estudos científicos mais recentes, que você pode facilmente pesquisar se tiver um tempinho.

    Para finalizar, um apelo aos vegetarianos: Por favor, parem de achar que a dieta paleo é o oposto da ideologia de vocês. Não é! Eu também sou contra as fazendas industriais de carne de confinamento – tanto pela crueldade com os animais, quanto pelos riscos que essa carne representa para a saúde das pessoas. Além disso, é perfeitamente possível ser paleo E vegetariano; existem vertentes paleo que permitem laticínios (dieta primal). Acho que até para veganos é possível adotar uma dieta paleo sem deixar de ser vegano.

    1. Oi.td bem? Por gentileza,gostaria de ler o estudo a que vc se referiu no item 5 sobre gordura saturada ser comprovadamente saudavel.Pode me passar a referencia?grata

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