Marcas alimentícias que pertencem a companhias que fazem/não fazem testes em animais

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A Unilever é uma das muitas multinacionais que contribuem para a prática abominável dos testes em animais. Se você é contra isso, proteste de forma simples, pacífica e eficaz: não comprando seus produtos

Na atual fase do capitalismo monopolista em que vivemos, é cada vez mais raro encontrar empresas pequenas e independentes. O mercado alimentício (e não só ele) é dominado por multinacionais que detêm uma infinidade de marcas – e, para nossa infelicidade, grande parte dessas marcas fazem testes em animais.

É surpreendente como as pessoas não têm nem ideia de que, ao comprar determinados alimentos, indiretamente elas estão financiando a crueldade. Digo indiretamente porque a maioria dos alimentos não necessitam de testes em animais (embora algumas empresas realizem), mas a multinacional os financia em outros setores que domina (setor de beleza, por exemplo).

Marcas alimentícias que fazem testes em animais

Para exemplificar melhor, começaremos pela Unilever. Essa gigante multinacional é detentora de dezenas de marcas no ramo de bens de consumo (alimentos, limpeza e higiene), e realiza testes em animais. Hoje vamos focar em suas marcas alimentícias. Veja abaixo algumas delas:

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Outra gigante que merece destaque (pena que de forma negativa) é a Nestlé. De acordo com a PETA, a Nestlé financia testes em animais para comprovar os benefícios de seu chá (marca Nestea). Além desse ato abominável, inúmeras polêmicas envolvem a empresa: o documentário The Dark Side of Chocolate alega que a Nestlé compra grãos de cacau de plantações da Costa do Marfim que usam trabalho escravo infantil (e algumas crianças são traficadas de países vizinhos).

Veja algumas das marcas mais famosas da Nestlé:

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Para ver a lista completa de marcas da Nestlé, clique aqui

Há alguns anos, a multinacional Mars irritou muitas ativistas e a PETA por admitir que testava flavonoides (presentes no chocolate) em animais. Veja alguma de suas marcas:

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Veja mais marcas aqui

Vale lembrar que não existem somente essas multinacionais que realizam testes em animais, só que infelizmente não é possível colocar todas aqui. De qualquer maneira, as mais “importantes” estão aí e cabe a você decidir ou não boicotá-las. Ao meu ver, não faz sentido nenhum evitar a Unilever em cosméticos, por exemplo, e comprar produtos pertencentes a ela em outros segmentos… Você está colaborando com a crueldade da mesma forma.

Motivos para boicotar também a JBS-Friboi

Achei interessante mencionar a empresa brasileira JBS-Friboi. Para quem não sabe, a JBS é a maior empresa de carnes do planeta e gerencia o maior frigorífico no setor de carne bovina no país (e o maior frigorífico de carne bovina do mundo). Além disso, a empresa é alvo do Greenpeace por possivelmente estar ligada à devastação ilegal da floresta amazônica, invasão de áreas protegidas/terras indígenas e ao trabalho escravo (a JBS, no entanto, nega as acusações).

Mesmo que as acusações do Greenpeace fossem falsas, eu boicotaria (e boicoto) a JBS por ser vegetariana e não querer colaborar com a matança promovida pela empresa todos os dias. De qualquer forma, para quem quiser boicotar também, abaixo estão as marcas pertencentes à empresa:

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Friboi, Vigor, Leco e Swift estão entre as marcas mais famosas da JBS

Marcas alimentícias que não fazem testes em animais

Felizmente, nem tudo está perdido. Multinacionais como a PepsiCo e Kellogg’s se comprometem a não realizar testes em animais. Veja algumas das marcas pertencentes à PepsiCo:

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Algumas das marcas pertencentes à PepsiCo. Para ver a lista completa, clique aqui

Algumas marcas pertencentes à Kellogg’s:

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A Pringles pertencia à Procter & Gamble (multinacional que também faz testes em animais), mas foi vendida para a Kellogg’s

No entanto, acho importante salientar que, apesar de serem livres de crueldade, de acordo com o ranking Behind the Brands, em relação ao uso da terra, direito dos trabalhadores e apoio a produtos familiares a Kellogg’s recebeu uma péssima avaliação. Vale a pena ler o relatório completo aqui (que explica o por quê da má avaliação nesses itens).

Ainda de acordo com o ranking Behind the Brands, a PepsiCo também não está muito bem: falha no que diz respeito ao à terra, políticas para as mulheres e transparência. Veja aqui o relatório completo.

Apoie o mercado interno!

Não realizar testes em animais é importante, mas outros aspectos também devem ser levados em consideração. Como podem ver logo acima, mesmo que não realize testes em animais, a falta de compromisso de uma empresa com o meio ambiente, com a sociedade e com os trabalhadores também é extremamente negativo.

Tendo isso em mente, acho importante dar mais valor às empresas nacionais comprometidas e menos às multinacionais. É inegável que essas últimas geram empregos, mas não se esqueçam que montantes inimagináveis de dinheiro vão para o exterior, gerando lucro para o país de origem e para um pequeno grupo de empresários, não para nós.

Além disso, o não-incentivo às nossas empresas gera um enfraquecimento no mercado interno. Na prática, isso significa que, caso a multinacional deseje fechar as portas das fábricas instaladas aqui (seja por uma crise mundial ou por outro motivo), convenhamos que estaremos em maus bocados. Além de gerar desemprego, a escassez de indústrias alimentícias nacionais bem desenvolvidas implica em gastos com importação, o que não é vantajoso.

Resumindo: sempre que possível, compre alimentos nacionais, de empresas independentes e, mais do que isso, empresas comprometidas com o meio ambiente, com os trabalhadores, com a sociedade.

Marcas brasileiras que não fazem testes em animais e prezam pelos consumidores/meio ambiente/sociedade

As minhas marcas brasileiras preferidas são Mãe Terra, Jasmine e Native. Têm um compromisso enorme com o meio ambiente, com a cadeia produtiva, com a sociedade e, além disso, também não fazem testes em animais. A Olvebra, Copra, Goshen e Superbom também são bacanas, e possuem muitos produtos veganos, ou seja, sem nada de origem animal (assim como as 3 primeiras citadas).

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As marcas brasileiras que não realizam testes em animais são inúmeras, mas as que citei são bem famosas e mais fáceis de encontrar nos supermercados (além de terem os diferenciais que citei). Se você não souber os pontos de venda, pergunte ao SAC da marca onde você pode encontrar na sua cidade que certamente eles fornecerão as informações necessárias.

Para quem se interessar, aqui tem um post que fala sobre marcas de cosméticos que fazem testes em animais.

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43 comentários sobre “Marcas alimentícias que pertencem a companhias que fazem/não fazem testes em animais

  1. Caramba Nyle, realmente é impressionante a quantidade de marcas que fazem testes em animais, uma pena que a grande maioria dos consumidores não tenham acesso a essa informação ou simplesmente a ignorem. Sei que é difícil parar ou evitar o consumo de grande parte desses produtos. Mas obter a consciência crítica sobre o assunto e saber o que você está pondo na mesa, é essencial. Não julgo quem come qualquer um desses produtos até porque como/comia, mas saber que estamos financiando o sofrimento dos animais faz com que repensamos essa atitude e tantas outras.

    Parabéns pelo post. 🙂

    1. Embora seja difícil, boicotar todos esses produtos é totalmente possível! E de fato, a consciência crítica é imprescindível!

  2. Ao meu ver, não faz sentido nenhum boicotar o leite de soja da Ades (Unilever) e comprar leite da Batavo (indústria de laticínios), ou ainda comprar pão em uma padaria que vende frango, ou comprar hambúrguer de soja da Perdigão (indústria de carnes). Muitas vezes nosso dinheiro vai pro Carrefour, que vende carne de vitela, por exemplo. E mesmo que compre verduras na feira da rua, o feirante irá usar seu dinheiro para fazer churrasco no final de semana. Em todas as situações o seu dinheiro irá contribuir indiretamente para o sofrimento de animais. Por que os testes em animais são mais condenáveis que a pecuária? Por que não é recomendável que o dinheiro vá para uma indústria que testa em animais, mas não tem problema em financiar empresas que vendem carnes/ovos/leite? No final das contas, qual a diferença?
    Boicotar Ades, por exemplo, é tiro no pé. É como boicotar o brócolis do tiozão da feira pq ele vende carne e lucra com o sofrimento de animais também. Não é muito coerente. O boicote deve ser sim feito em produtos testados. E as pessoas deveriam manifestar, se possível, o repúdio às empresas que testam por meio de e-mails, ou pressionar o governo (tal como ocorreu na Europa).

    Eu também acho que a gente deve dar a maior força pra empresas que não testam, nem lucram às custas de subprodutos animais.Seria lindo se existissem várias empresas 100% veganas e disponíveis em todas as cidades do Brasil, mas essa ainda não é uma realidade. Temos de lembrar que muitas pessoas vivem em cidades do interior, onde as opções são escassas. Se a gente ficar botando problema em tudo e dificultando demais a vida das pessoas que já não vão ter muitas opções por serem veganas/vegetarianas em cidade pequena, isso funciona como propaganda negativa do veganismo. E das piores. Antes um vegano que bebe leite de soja da Batavo/Ades (presentes na maioria dos supermercados) do que um cara que desistiu de ser vegano por falta de opção e voltou a tomar leite.

    1. Tiro no pé, ao meu ver, é ser vegan por amor aos animais e financiar a Unilever. É tão abominável quanto financiar a batavo. Alternativas pro leite de soja é o que não falta, sabe? A Jasmine comercializa leite de soja, é possível fazer leite de soja em casa (digitando no google vocÊ verá que existem zilhões de receitas bacanas), é possível comprar o extrato de soja em pó que dá pra usar como leite de soja. De forma alguma a Ades é imprescindível.

      É ilusório pensar de maneira tão extremista, o fato de ser meio que quase impossível evitar toda e qualquer forma de contribuição indireta pro sofrimento animal não anula a importância de evitar alimentos pertencentes a multinacionais que fazem testes, não anula a importância de evitar o Carrefour, evitar hamburguer de soja de empresas como a perdigão, são pequenas atitudes e atitudes totalmente possíveis que contribuem de forma extremamente positiva.

      A questão não é que os testes são mais abomináveis que a pecuária, a questão é que eles são tão abomináveis quanto. É claro que tem problema investir na indústria pecuária, por isso eu enfatizei no post pra que as pessoas deem preferência a marcas como olvebra, jasmine, mãe terra e outras que evitam enfaticamente os ingredientes de origem animal.

      Boicotar a Ades não é um tiro no pé, é mais um passo pra causa animal, mais uma contribuição pra que a crueldade não se perpetue. Comprar dela e de qualquer empresa que testa em animais que é um tiro no pé pra quem apoia a causa animal. O consumo é o que move as empresas, não existe boicote maior do que deixar de comprar.

      A solução não é tomar leite de soja Ades nem Batavo, não é comer hamburguer de soja da Perdigão. É comprar de marcas como a Jasmine, é fazer em casa, é comprar extrato de soja. Receita de hamburguer caseiro existe às pencas e é a coisa mais fácil do mundo de fazer. Perceba que existem muitas alternativas e que não é necessário comprar de empresas crueis pra nao deixar de ser vegano.

      1. Um dos maiores estímulos para convencer uma pessoa a se tornar vegana é mostrar que a vida dela não sofrerá grandes alterações, e que tudo o que ela fazia antes poderá continuar fazendo sem maiores sobressaltos. A enorme maioria das pessoas não quer parar de comprar um leite de vaca por $2 para comprar um leite de arroz por $15, ou perder tempo fazendo leite de cereais caseiros. O veganismo tem de ser viável para todas as pessoas, com todos os estilos de vida. Nem todo mundo está a fim de ficar produzindo comida caseira, plantando na hortinha do quintal, fazendo leite de castanhas, etc. Ou o veganismo atende a todos, desde o cara mais junk food apressado até o hippie saúde, cheio de tempo pra gastar, ou continuará sendo praticado apenas por meia dúzia de idealistas enquanto a sociedade permanece carnista e os animais sofrendo.

        Em Belo Horizonte, por exemplo, no Extra (o maior supermercado), só tem duas opções de leite de soja: Sollys e Ades. E os outros vegetais custam R$12. Se quiser comprar outros, tenho que atravessar a cidade. E vamos combinar que extrato de soja é horrível. Em Pernambuco, só encontrei Ades. O Brasil não é São Paulo, infelizmente. Mas estou falando de cidades grandes, imagina no interior! E é graças ao Ades, que o leite de soja popularizou e acabou com o preconceito que leite de soja tem gosto ruim. Foi o Ades que proporcionou que várias outras marcas concorrentes colocassem leites de soja no mercado. Conheço muitos onívoros preferem leite Ades a leite de vaca.

        Volto a salientar a incoerência: comprar pão em uma padaria que vende presunto. Quando compramos produtos veganos em um supermercado qualquer, que certamente vende carne, por exemplo, nosso dinheiro financiará a compra de produtos não-veganos. Me parece que a decisão de boicotar produtos veganos de empresas que testam é algo completamente arbitrário e opcional. É uma decisão individual que não deve ser imposta como algo eticamente obrigatório, como vem sendo feito. Além de elitista, espanta as pessoas da causa.

        Obs: evitar o Carrefour pq ele vende carne??

      2. Eliana, entendo seu ponto de vista, mas não concordo. Eu não apoio a Ades em qualquer situação e a questão do tempo e do dinheiro é questão de prioridade. As pessoas gastam dinheiro com coisas triviais o tempo todo, perdem tempo no computador, podem, sim, preparar o próprio leite, se deixar de consumir certos produtos sobrará dinheiro pra comprar o que faz bem tanto pra saúde quanto pros animais. É questão de prioridade, e infelizmente essa concepção não está em todo mundo, por isso temos tão poucos veganos. A culpa não é do movimento que é “inviável”, “idealista”, “impraticável”, e sim das pessoas que não querem sair da zona de conforto.

        Eu moro no cu do mundo, não tem nada aqui, mas isso nunca me impediu de nada. Volto a dizer, é questão de prioridade e consciência…

        Eu tenho a minha posição e você sua, acho importante esse debate e acho interessante ouvir opiniões diferentes, só não compactuo com a sua ideia e seguirei defendendo o que eu acredito. Se eu estou fazendo “certo” eu não sei, mas muitas pessoas já deixaram de comer carne por causa do blog, deixaram de usar cosméticos testados em animais e estão cada vez mais por dentro da causa vegana, diminuindo ingredientes de origem animal na dieta. Recebo centenas de emails de agradecimento sobre esse assunto, de pessoas carnívoras que mudaram seu modo de ver as coisas a partir do blog.

        Às vezes certas arbitrariedades surtem mais efeitos que flexibilização e relativização. É o que eu acredito e defendo, e vejo resultado. Cada um conscientiza da sua maneira, o importante é que não deixemos de conscientizar, nisso tenho certeza que você concorda comigo.

        beijoss

      3. Existem pessoas de todos os tipos, com todos os tipos de vida e de prioridades. Tem gente que está disposta a chegar em casa após um dia de trabalho e passar a noite fazendo leite. Tem muita gente que não está. Tem gente que está preocupada com a saúde. Tem gente que não está. Tem gente que topa sair do computador pra fazer seus próprios hambúrgueres, tem gente que não quer fazer isso. Aceitar as diferenças entre as pessoas é fundamental para a viabilidade do veganismo. O veganismo deve ser viável para todos os estilos de vida. Querer que toda a população mundial adote um padrão de comportamento fixo tipo “saia da TV e vá fazer o seu leite” é não aceitar um dos fatos mais fundamentais da natureza humana: as pessoas são diferentes. Tem quem tope fazer isso e tem muita gente que não topa. Não acho nem um pouco obrigatório fazer com que as pessoas saiam da zona de conforto. Todos querem conforto. O foco está errado: não devemos lutar para que as pessoas abram mão do conforto, mas sim lutar para que o veganismo proporcione o conforto desejado.

        É muito mais eficiente adaptar o veganismo aos diferentes estilos de vida do que fazer com que todas as pessoas do mundo tenham um estilo de vida idêntico e estático: todas fazendo seu leitinho, plantando horta do fundo da casa, fazendo seu hamburguer, não comprando de grandes empresas…

        Não é porque vc tem toda a disposição do mundo que todos tem que ter. Veganismo tem de ser viável até para o cara mais preguiçoso do mundo. E quanto mais dificuldade é colocada para adoção do veganismo, menos gente adere. Reconhecer que pessoas diferentes tem prioridades diferentes é o primeiro passo para tornar o veganismo viável. Explorar animais é viável para qualquer tipo de gente, desde o sedentário mais preguiçoso ou o cara mais ocupado do mundo até o atleta preocupadíssimo com a saúde. Todo mundo, com qualquer estilo de vida, pode viver explorando animais. Assim como o onivorismo já faz, o veganismo deve ser viável todos os tipos de pessoas, deve se encaixar em todos os estilos de vida, ou ele permanecerá como nicho.

        Continuo com o mesmo questionamento sobre a diferença entre comprar de uma empresa que testa em animais e de comprar em uma empresa/estabelecimento que vende subprodutos animais. Esse é o ponto que não fica claro na argumentação e que diverge um pouco os veganos.

        Que bom que tem ajudado as pessoas aqui. Não tenho nada contra o seu blog, muito pelo contrário. Eu sou vegana, apenas discordo de algumas questões levantadas por certos veganos.

    2. Eu entendo o questionamento levantado por Eliana. Eu mesma já refleti sobre isso muitas vezes, mas acho que querer estender tais questões pra assuntos tão complexos é realmente difícil. Fico bastante intrigada/aborrecida/consternada quando as pessoas ficam argumentando em cima dos testes em animais, com base na abrangência de todos problemas que envolvem os animais. Se é questionável deixar de dar dinheiro para a Ades, proveniente de uma empresa maior que, além de vender produtos de origem animal, como o leite de vaca que a batavo também vende, faz testes, para favorecer uma empresa igualmente não vegana, mas que não testa, ou até mesmo tentar substituir o produto, então o peso dessa questão não está sendo tratado como se deve.
      Todas as empresas de alguma forma exploram ou a mão-de-obra, ou os recursos naturais, ou ambos. Essa é a lógica do capitalismo. Não tem como fugir disso. Para o empresário ser rico, o empregado tem de ser pobre. Mas, dentre todas as empresas que “fazem merda” é meu dever escolher a “menos pior” e, querendo ou não, os testes são um agravante! Não é porque eu não posso resolver todos os problemas provenientes do sistema capitalista/ crueldade do ser humano, que eu não posso fazer minimamente a minha parte. E isso realmente dá MUITO trabalho! Poucas pessoas estão dispostas a isso! Mudar os hábitos é mexer com o estilo de vida, abrir mão de prazeres valiosos (a terrível “escravidão da boca”) e isso é dificílimo para alguns. Não se trata só de ter trabalho para encontrar produtos veganos. Essa é a desculpa que as pessoas dão. Isso quando se importam, porque algumas simplesmente acham corretos os hábitos carnívoros!
      Algumas vezes é difícil, mas o importante realmente é o comprometimento com a causa! Se não tem outro leite de soja além do Ades, toma suco de uva, faz uma vitamina de frutas, sei lá, improvisa. Ninguém vai morrer ou adoecer porque ficou alguns dias sem tomar o suquinho de soja industrializado, cheio de conservantes e porcarias.
      Cada problema na sua hora. primeiro a gente acaba com os testes, depois com a matança de animais em abatedouros, aí vem a pecuária, um monte de outras coisas, até acabar com o capitalismo.

  3. Nyle, sua família também é vegana?Porque eu fico pensando,minha mãe não teria paciencia pra ficar olhando qual marca testa ou não em animais,também não sei se deixaria de usar alguma por causa disso…
    Ah, e eu tenho uma dúvida que deve ser bem boba: eu criei um blog pelo wordpress e estou adicionando no template os blogs que sigo, mas em alguns não encontro a opção “seguir” ou, quando não é também do wordpress, acabo não seguindo pelo meu blog, e sim pelo perfil do google… com voce não aconteceu isso?
    bjs

    1. Minha mãe não é vegana, mas ela me apoia e tenta evitar ao máximo todas essas marcas! Às vezes ela comete algum deslize por falta de conhecimento, mas ela faz o possível pra evitar sempre e eu a ajudo! beijoss

  4. Estranho, mesmo a peta divulgando uma informação como essa relacionada à Nestlé , não a inclui na lista de empresas que testam.

  5. Nyle, adoro seu blog. Parabéns!

    Você sabe uma marca de leite que não testa em animais e de gilete?

    Por enquanto eu sou lacto vegetariana e tenho receio em comprar os produtos por não saber das suas intenções.

    Obrigada!

    1. De leite no Brasil tem muitas empresas particulares, que não testam em animais, mas muitas vezes tratam o animal em péssimas condições , ou também, paralelamente, são donas de frigoríficos. De gilette tem do Carrefour e da American Safety Razor. beijos

  6. Praticamente, quase todas as boas marcas testam em animais, somente algumas não testam. É difícil deixar de consumir todos os produtos de empresas que testam, pois são muitos, como a Uniliver, que é dona de muitas marcas ótimas. É difícil essa mudança radical, mas temos que ir mudando aos poucos, procurando produtos que tenham uma qualidade ao menos próxima dessas boas, mas que infelizmente testam em pobres e indefesos animais!

    1. Ana Paula, eu particularmente não acho os produtos da Unilever tão bons. Muitos produtos são cheios de sódio e vários ingredientes que não fazem bem à saúde, como o glutamato monossódico. Marcas como a Jasmine, Mãe Terra e Native, apesar de ter um preço um pouco mais caro, são excelentes, bem naturais. Dê uma olhada, acho que vale a pena. beijos

  7. OLÁ NYLE! ADOREI SEU BLOG E ESTOU FAZENDO UMA REVIRAVOLTA NA MINHA VIDA… NO MORE MARCAS E PRODUTOS TESTADOS EM ANIMAIS! GOSTARIA DE TE PERGUNTAR O QUE VOCÊ ACHA DA MARCA YOKI… DÁ PRA CONFIAR?

    1. Então, até onde eu sei não faz testes em animais, mas não tenho certeza, acho que é preciso dar uma perguntada no sac da marca. beijos

  8. Nely, estou adorando seu BLOG. Estou fazendo um TCC sobre Greenwashing e vc tem me ajudado bastante! Se tiver algumas fontes de informações pra me ajudar agradecerei. Empresas escolhidas: Nestlé, Shell e Bombril.

    1. Bruna, que bom que está gostando e tenho te ajudado. Sobre essas empresas eu não tenho muito conhecimento, sobre a NEstlé o que eu sei está no post mesmo. Vou ficar te devendo :/ mas boa sorte no TCC, se eu puder ajudar em mais algo, estarei à disposição. beijos

  9. Parabéns à tão sábia argumentação neste tópico da VALÉRIA (um pouco acima), adorei o blog e tudo que ele me proporcionará para mudanças…

  10. mesmo comprando sem saber, esses monstros cruéis vão pagar por isso!!!! s justiça divina é implacavel!!!!

  11. Oi amoré, queria saber uma marca de leite q não maltrate tanto as vacas pls, n achei em lugar nenhum falando sobre isso ty

    1. Oi, Lia. A melhor marca de consumir leite sem maltratar vacas é não tomar leite. rs No entanto, se voce nao conseguir parar agora, dê uma olhada em leites orgânicos, como os da Fazenda da Toca.

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