A polêmica do aspartame

Food

Depois da polêmica dos transgênicos, acho importante aproveitar o gancho e falar sobre o tão controverso aspartame – aditivo alimentar que tem como função adoçar o alimento/bebida, substituindo o açúcar. Ele está presente em muitos refrigerantes dietéticos, é o principal componente do famoso “adoçante”, usado por inúmeras pessoas (diabéticos ou não).

O problema já começa com a entrada do aspartame na indústria alimentícia: de acordo com o site 2care, sua aprovação foi resultado de pressões políticas e financeiras – ou seja, o lucro das empresas, desde o início, estava à frente da saúde e bem estar das pessoas. Não dava para esperar algo positivo por trás disso, não?

Aspartame estaria fortemente ligado ao câncer

No começo dos anos 2000, Dr. Morando Soffritti da European Ramazzini Foundation of Oncology and Environmental Sciences conduziu uma pesquisa que demonstrou resultados alarmantes acerca do aspartame. Foi apontado que a ingestão diária do aditivo estaria ligada ao aparecimento de linfomas, leucemias e outros tipos de câncer. Dr. Soffritti atribuiu isso à produção de metanol como subproduto do metabolismo do aspartame: quando o corpo quebra o metanol, o nosso velho conhecido formaldeído aparece – e ele é cancerígeno, todo mundo sabe.

Morando Soffritti concluiu que o aspartame é um agente cancerígeno multipotencial, mesmo em doses diárias de 20 mg/kg de massa corpórea – muito menos que a dose diária aceitável. Disse, também, que uma reavaliação sobre o uso e consumo do aspartame é urgente e não pode ser adiada.

Claro que essa declaração foi extremamente polêmica e rebatida por inúmeros cientistas. No entanto, é importante notar que a fundação onde Dr. Soffritti trabalha é renomada e independente, ao contrário de inúmeros laboratórios que tentaram desmerecer seu trabalho. Inclusive, alguns cientistas que rebateram suas pesquisas foram financiados por ninguém menos que a Ajinomoto – uma das maiores produtoras de aspartame no mundo.

Aspartame e seus efeitos neurológicos

O vídeo logo a seguir traz informações muito interessantes sobre os efeitos neurológicos do aspartame, mas antes preciso corrigir alguns dados fornecidos pelo médico. Ele diz que em 1965 o aspartame foi produzido pela Monsanto, e na verdade não foi, nessa data ele foi descoberto pelo químico James M. Schlatter, da empresa G.D. Searle & Company – a Monsanto só entrou no jogo em 1985, ao comprá-la.

Aliás, por falar na Monsanto, a multinacional usa bactérias geneticamente modificadas no processo de obtenção do aspartame. Como é sabido, a produção do aditivo leva fenilalanina – aminoácido naturalmente produzido por bactérias -, e por meio de engenharia genética, elas são modificadas para produzir maiores quantidades de fenilalanina.

O lado ruim é que os cientistas temem que outros componentes desconhecidos (e talvez maléficos) possam ser produzidos inesperadamente por essas bactérias e ir parar nos alimentos/bebidas. Como o site 2care coloca muito bem, duas das maiores preocupações de saúde dos tempos modernos, adoçantes artificias e transgênicos, se originaram por trás das portas da Monsanto. Se o aspartame em si já era péssimo, a empresa conseguiu torná-lo ainda mais questionável por conta da transgenia.

Outra correção que preciso fazer é que ambos, o doutor e a apresentadora, generalizam e dizem que os produtos que contém Stévia deixam resíduo amargo, mas isso não é verdade, já existem adoçantes 100% naturais (mais seguros do que as alternativas ao aspartame que o doutor citou), feitos com Stévia, que não deixam o paladar amargo!

Adoçante 100% natural

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Não preciso nem dizer que evito refrigerante de um modo geral, principalmente se for dietético (costuma a ter aspartame). Fugir do aditivo não é difícil, mas requer mudanças de hábitos alimentares (evitar produtos industrializados que geralmente levam aspartame), abrir mão de coisas que podem ser prazerosas (beber coca-cola zero, por exemplo) em benefício da própria saúde, ler os rótulos dos alimentos/bebidas.

As pessoas realmente acham que trocar o açúcar pelo adoçante (o tradicional, com aspartame) é um bom negócio, mas não é. Se você tem uma dieta balanceada e saudável, ingerir suco com açúcar mascavo (evite o refinado) não é maléfico, é nutritivo, inclusive. Não sei você, mas entre ingerir algumas calorias a mais (e poder perdê-las por meio de atividade física) e ingerir aspartame, eu fico com a primeira opção. Não preciso nem dizer que evitar doces de um modo geral é imprescindível.

Se você é diabético ou realmente não quer ingerir açúcar, mesmo o mascavo, eu aconselho usar o Stevine, adoçante 100% natural da marca Jasmine (não deixa residual amargo). Vale lembrar que não estou ganhando nada em recomendar isso, estou aconselhando porque é o que eu uso, é uma marca que eu confio e gosto!

2 comentários sobre “A polêmica do aspartame

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